Brasília e mais 17 capitais decidem pela volta das aulas presenciais

Volta às aulas presenciais é modelo adotado por 17 capitais e DF; veja lista

Decisões divergentes sobre obrigatoriedade de comprovante vacinal contra a Covid-19 também marcam retorno às escolas – ou às aulas online – em 2022

Com a proximidade da volta às aulas neste 1º semestre de 2022, a maioria dos estados e de suas capitais já definiu o modelo de retorno das atividades de crianças e adolescentes, prevalecendo no país o retorno presencial.

Segundo levantamento da Agência CNN, 17 capitais e o Distrito Federal definiram que irão retomar ou manter as aulas totalmente presenciais [veja lista abaixo] – em alguns casos, há exceções para alunos com comorbidades, que poderão adotar o esquema híbrido.

Somente duas capitais mantiveram, até o momento, o retorno via aulas online – Belém (PA) e Manaus (AM) –, enquanto Teresina (PI) determinou que as aulas aconteçam sob o esquema híbrido.

Fortaleza (CE), Rio Branco (AC) e Boa Vista (RR) não haviam decidido até o fechamento desta reportagem, enquanto Maceió (AL) e João Pessoa (PB) não responderam.

Somente Belo Horizonte (MG) expressamente adiou o início das aulas de alguma faixa etária – no caso, para as crianças de 5 a 11 anos, público-alvo da atual campanha de imunização infantil contra a Covid-19.

A justificativa ampara-se no crescimento de casos da variante Ômicron na capital mineira. Apesar disso, a decisão da Prefeitura foi criticada por especialistas.

Confira os estados que adotarão o retorno às aulas presenciais em 2021:

Cuiabá (MT)
Natal (RN)
Rio de Janeiro (RJ)
São Paulo (SP)
Campo Grande (MS)
Florianópolis (SC)
Palmas (TO)
Porto Alegre (RS)
Curitiba (PR) (ainda analisa se também haverá a forma remota)
Salvador (BA)
Recife (PE)
Porto Velho (RO)
Vitória (ES)
Macapá (AP)
Goiânia (GO)
Distrito Federal
São Luís (MA)
Aracaju (SE)

Comprovante de vacinação

Os estados de São Paulo, Paraíba e Piauí informaram à CNN que exigirão o comprovante de vacinação contra a Covid-19 para estudantes.

No caso paulista, a decisão será válida para escolas estaduais a partir do 2º bimestre. Em um primeiro momento, haverá rastreamento e conscientização de pais de crianças e jovens não vacinados.

Nenhum aluno será impedido de assistir às aulas e frequentar a escola, mas o governo de SP afirmou que tanto o Ministério Público quanto o Conselho Tutelar serão acionados em casos de resistência expressa contra a vacina.

Por ser uma decisão das unidades de ensino estaduais, escolas municipais e privadas têm autonomia para seguir ou não a recomendação geral.

Até o momento, Minas Gerais afirmou que não deverá implementar a obrigatoriedade do documento, mas disse que "orienta a solicitação do comprovante de vacinação dos estudantes na volta às aulas da rede pública".

O estado de Alagoas ainda estuda a implementação da exigência.

Por outro lado, 11 estados informaram à CNN que não irão exigir o passaporte vacinal dos alunos neste volta às aulas. São eles:

Rio de Janeiro
Espírito Santo
Paraná
Goiás
Mato Grosso
Bahia
Pernambuco
Sergipe
Amazonas
Roraima
Maranhão

Por fim, 10 estados não responderam ao questionamentos sobre comprovante vacinal até a noite do sábado (29). São eles o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Ceará, Rio Grande do Norte, Acre, Amapá, Pará, Rondônia e Tocantins.

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